Ataque da coruja

Não, esse título não faz referencia alguma ao tatsumaki senpukyako do Ryu – esse é o nome de verdade, mas que já jogou, espero que todos que perdem seu tempo lendo esse texto, sabem que ele realmente fala algo que pode ser facilmente traduzido pelos mais leigos como tektekorugen, vulgo ataque da coruja!

Ouça aí e veja como parece:

Quando eu era pequeno eu chamava esse ataque assim. Acho que todos que jogavam Super Street Fighter II de arcade (aquele que só se jogava naquelas maquinas que te roubavam mais moedas do que o vendedor de itens do Mário Party). Alguns também chamavam de ataque do helicóptero, mas só os garitos mais babacas falavam isso. Tinha outros clássicos que a gente falava como Tiger Rocop (imagina a cena), Yoga vai, Yoga vem e outros que eu falo até hoje tipo Alex fuu e e pin-ball kick.

É, esse texto realmente não tem nada a ver com SFII, então simplesmente desconsidere tudo o que você leu até agora, caso você ainda esteja perdendo seu tempo lendo isso aqui.

Esse texto conta a história de um jovem menino – eu – que “quase” foi morto por uma das aves de rapina mais perigosas e letais de todo o mundo: o filhote de coruja.

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Olhando assim ele até pode parecerem fofo, mas espere até que ele se rebele e verás o que significa a expressão sebo nas canelas.

Essa treta toda aconteceu na escola onde eu estudava na época, que é a mesma que eu estudo até hoje. Hue

Foi nessa árvore ai que aconteceu tudo, ou era pra ser se eu não tivesse arrancado ela. Tá, não fui quem arrancou ela, nem sei o motivo de terem feito isso, mas fazer o que? É a vida.

2013-06-18 10.21.11

Isso aconteceu lá pelo ano de 2007. Eu estudava à tarde ainda, então eu posso afirmar com exatidão o horário em que aconteceu: lá pelas três da tarde – muito exato eu. Já uma data mais precisa não vai dar, minhas capacidades cognitivas relacionadas à memória não me permitem que eu me lembre quando foi; mas só o ano já tá bom.

Nessa época eu estava passando por um período meio emo – ou gay, dá no mesmo – e por isso eu gostava de passar o intervalo sozinho em algum canto pouco ou nada habitado. Nunca deu certo, porque como eu era/sou “muito popular” meus amigos igualmente populares sempre me procuravam pra passar os 30 minutos do intervalo conversando sobre Naruto e Pokémon, além de muitas outras coisas do mesmo naipe. Agora, olha que filhadaputagem, hoje em dia eu só tenho 15 minutos!

A gente costumava ficar sentado no alto de uma ladeira ao lado do prédio administrativo. esse lugar era só nosso, ninguém mais ia lá; e olha que pra isso nem precisamos mijar para demarcar território. Lá era um lugar quieto, longe e onde poderíamos compartilhar nossas nerdices sem sermos interrompidos por leigos que não manjavam das técnicas proteger suas respectivas virgindades. Eu usava um Dragão Branco de Olhos Azuis original em japonês. Era o rei do playground com ela. Sério.

Em um desses dias maneirassos, um dos meus amigos percebeu que havia uma coruja semi-camuflada, quase uma ninja, nos observando. Ela era pequena, mas seus olhos penetravam no fundo de sua alma e retiravam de lá tudo o que restasse de sua já escassa coragem, ou, simplesmente dava um PUTA dum medo saber que aquela porra tava olhando a gente.

A gente ficou nessa situação por alguns dias, até que mamãe coruja passou a frequentar nossos momentos de prazer e alegria. Ela era grande, feia, e se você olhasse bem, no fundo dos olhos delas estrava escrito “Vou te matar”.

Não demorou muito até que a guerra fosse declarada, e em jogo estava um território que era importante para ambos. Nos éramos muitos, uns sete ao todo, ela era só uma, mas estava completamente armada com garras, bicos e poder de vôo.

Tava até tudo de boa até a hora em que neguinho – ele é quase albino – tacou nossa fucking bola no monstro assassino chamado coruja. Nossa bola era uma latinha de coca amassada que a gente costumava usar pra jogar futebol. Outro esporte semi-olímpico que a gente tinha era o tudo-o-que-vai-volta, que era simplesmente empurrar alguém ladeira abaixo.Eu sempre me fodia nele.

Quando aquele disco de alumínio remoído acertou a coruja, ela simplesmente invocou o 8º chifre do Satan e deu um rasante com sangue nos olhos, faca nos dentes, com o pino da granada na mão, ou qualquer outra expressão que você use para representar um sentimento: fudeu!

Eu, assim como os elefantes, tenho uma memória incrível. Só que ao contrário deles, ao invés de lembrar onde tem água, ou onde nasci, eu me lembro do que eu comi. Nesse dia mesmo, eu tava comendo panetone, mas não era perto do natal. Aqui em Brasília eles vendem isso o ano todo. Uma prova de que eu tenho uma memória cometística incrível: no dia 09/10/2009 eu comi bolo à noite.

Quando se tem 10 anos, é normal que sua mãe mande seu lanchinho em vasilhas de plástico muito vagabundas, mas que tem o desenho do Mickey nelas. Hoje em dia seria do Ben 10, mas dá no mesmo.

Pois bem, a filha da puta veio em nossa direção, um dos moleques que tavam lá em um ato heróico colocou sua lancheirinha na rota de impacto da coruja.

BAM!!!!

A filha da puta caiu tonta no chão, mas mesmo assim ela colocou outro RedBull na cavidade circular rugosa anal dela, mais conhecida como cu, e partiu pro ataque. Pensa na merda que foi sete moleques correndo feito uns desesperados com a porra de uma coruja assassina “correndo” atrás.

Vi minha vida passar diante meus olhos.

Quando a gente foi pra um lugar seguro que não era nem a 10 metros dali, fomos contabilizar as perdas. Um dos meus amigos teve sua lancheirinha quebrada, eu tive um arranhão no braço, e mais uns dois amigos tiveram suas respectivas cabeças arranhadas.

Depois disso quem passasse por perto de lá era quase um heroi. Ganhava respeito e um pedaço de lanche. Com o passar do tempo a gente simplesmente nem passava por lá, tudo isso com medo de ser atacado de novo.

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2 Responses to Ataque da coruja

  1. Silverio says:

    Boa chuck mas vc podia botar uma referencia melhor na parte das moedas, se vc tivesse pedido ajuda eu tinha te ajudado.

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